Finding out a new passion
(Português Abaixo)

 In my early forties, I discovered a new vocation when I found photography.

From my graduation to working in the academic area, it’s been more than 25 years teaching and researching in the health area. Despite of my love and dedication to my career, I still missed a different way to express myself. So, looking to try something different to have fun, I randomly chose a photographic course, a field that I never thought that I could fit in.

During this course, I was introduced to a new and familiar world. A world that brought memories of my father and his mysterious gears registering family moments. I had glimpses of my dancing time and the fascinating stage lights highlighting bodies in movement. I saw my mother creating with her colourful paints and brushes. It reminded me of my favourite masterpieces, artists and movies. All video clips and music album covers that I used to admire, appeared in my memory. I remembered my early days in academia, developing photographs taken on a microscope.  On top of that, I was introduced to documentary photography, street photography, photojournalism, and when I realised, I was totally in love. It was as if everything was preparing me to be a photographer.

Seeking more, I obsessively focused my energy on study and practice photography. I ran after those in the know, took courses, looked for consultants and, of course, I practised a lot, exhaustively and continually. My camera became an extension of my mind, given me access to other places and releasing my curiosity. It was a pleasure to realise that through my lens, I expanded my connection with people. Then, excitement and fulfilment took over me.  Finally, I found something to embrace my versatility and talents, with the great advantage of fitting in a backpack to go with me everywhere. 

Today, thinking about light, angles, and composition is part of who I am and became a strong complement of my work in Academia. Thus, that’s how I discovered photography, adding yesterday to today, as the famous photographer Ansel Adams once said:

You don't make a photograph just with a camera. You bring to the act of photography all the pictures you have seen, the books you have read, the music you have heard, the people you have loved

Ansel Adams

Ps.1: The photos on this post were made in 2013, my first year photographing. The last photo is me in Sao Paulo City Centre. Photo made by my dear Denise Alvarez García.

Ps.2: The Copan photo (ninth photo at the gallery below) is the Album cover of a Sao Paulo band – Congo Blue. Check it on Spotify.

Minha história com a fotografia.

Procurando por algo diferente e sem nenhum compromisso, de repente e descobri a fotografia, e com quarenta e poucos anos eu encontrei uma nova vocação.

Entre a minha formação inicial e atuação na área acadêmica, como professora e pesquisadora, foram mais de 25 anos de dedicação! Apesar de amar minhas aulas e projetos, eu ainda precisava de uma maneira diferente de me expressar. 

Durante um curso de fotografia, fui apresentada a um novo mundo incrivelmente familiar. Esse mundo trouxe lembranças do meu pai registrando momentos de família com sua Pentax e limpando seus filtros coloridos. Tive vislumbres do meu tempo de dança e da fascinante luz de palco destacando as formas dos corpos em movimento. Eu vi minha mãe criando seus quadros com pincéis e telas. Lembrei dos pintores e escultores que amo, dos filmes que me marcaram e dos videoclipes inesquecíveis. Todas as capas de álbuns de música que costumava passar horas admirando aparecem na minha memória. Além disso, lembrei de meus primeiros dias na universidade, aprendendo a revelar fotos tiradas no microscópico. Era como se tudo estivesse me preparando para viver a fotografia. Para completar, fui apresentada à fotografia documental, fotografia de rua, fotojornalismo e, quando percebi, fiquei totalmente apaixonada.

Procurando desvendar cada vez mais os segredos da fotografia, concentrei minha energia em estudar e praticar obsessivamente. Corri atrás de quem sabia, fiz cursos, procurei consultores e, claro, pratiquei muito, exaustiva e continuamente. Minha câmera me deu acesso a outros lugares. Por meio de minhas lentes, pude liberar minha curiosidade e ter mais conexão com as pessoas.  Fui tomada por uma grande satisfação. Finalmente encontrei algo que englobasse minha versatilidade e talentos, com a grande vantagem de caber em uma mochila para ir comigo em todos os lugares. Hoje não consigo imaginar minha vida sem uma câmera, sem pensar em luz, expressões, ângulos, formas, cores … definitivamente a fotografia moldou minha vida e se tornou parte do que sou.

Agora, depois de 8 anos experimentando diferentes áreas da fotografia, encontrei minha voz principal com o retrato e a narrativa visual. Complementando meu envolvimento acadêmico com o ser humano e possibilitando uma nova percepção de suas nuances e sutilezas. Por causa disso, eu quero usar minhas habilidades de ensino, pesquisa e fotografia, em conjunto, para causar um impacto profundo na vida e no bem-estar das pessoas que mais precisam.

 E assim, vou vivendo para a fotografia: somando o ontem ao hoje , exatamente como disse o famoso fotógrafo Ansel Adams

Você não faz uma fotografia apenas com uma câmera. Você traz todas as fotos que viu, os livros que leu, a música que ouviu, as pessoas que você amou para o ato de fotografar.

Ansel Adams

Obs.1: As fotos deste post foram feitas em 2013, meu primeiro ano fotografando. A última foto sou eu no Centro de São Paulo. Foto feita pela querida Denise Alvarez García.

Obs.2: A foto do Copan (Nona foto da galeria) é a capa do álbum da banda paulistana – Congo Blue. Dá uma conferida no SpotiFy